O meu segundo trabalho vai ser um comentário que vou efectuar sobre o desporto.
"A importância do desporto na minha vida"
Todos os dias eu faço desporto, eu já não vivo um ou dois dias sem desporto. Fui-me habituando desde os dez anos de idade a praticar hóquei, é verdade, já há seis anos que pratico, e nunca me canso, sempre com o objetivo de ser melhor a cada dia que passa.
Eu adoro desporto, o desporto para mim serve como um moderador dos meus problemas, quando faço desporto consigo esquecer todos os meus problemas de casa, escola, ou até mesmo de amizades.
O desporto começa a ter uma grande importância na minha vida, sem ele não teria muitas felicidades que tenho hoje.
Portefólio de Português
domingo, 3 de junho de 2012
Trabalhos de caracter pessoal
No primeiro trabalho vou responder a uma pergunta que pela qual sou várias vezes questionado.
"Ser filho único, melhor ou pior?"
Existem dois pontos de vista em relação a ser ou nao filho único, quase que se dividem como vantagens e desvantagens.
Por um lado, é muito bom termos um irmão(ã) com que podemos trocar ideias, ou até mesmo falar sobre a vida de ambos, sobre os seus problemas na escola e também podem falar, por vezes, os problemas que possam ter com os pais. Por outro lado, eu vejo muitos irmaos a darem-se muito mal, nao falam, só discutem e talvez esteja aí o aspecto negativo, pois é sinal que em casa também não existe um ambiente saudável.
No meu ponto de vista, ser filho único é muito bom, pois não temos chatices com os nossos irmãos nem com os nossos pais por causa dos nossos irmãos.
Eu sou exemplo de que ser filho único é ótimo. Eu sempre gostei de ter um irmão com que pudesse falar sobre assuntos que se calhar os meus pais não estão tão receptivos. Mas, com toda a certeza digo que se fosse filho único, não teria nem metade daquilo que tenho hoje.
"Ser filho único, melhor ou pior?"
Existem dois pontos de vista em relação a ser ou nao filho único, quase que se dividem como vantagens e desvantagens.
Por um lado, é muito bom termos um irmão(ã) com que podemos trocar ideias, ou até mesmo falar sobre a vida de ambos, sobre os seus problemas na escola e também podem falar, por vezes, os problemas que possam ter com os pais. Por outro lado, eu vejo muitos irmaos a darem-se muito mal, nao falam, só discutem e talvez esteja aí o aspecto negativo, pois é sinal que em casa também não existe um ambiente saudável.
No meu ponto de vista, ser filho único é muito bom, pois não temos chatices com os nossos irmãos nem com os nossos pais por causa dos nossos irmãos.
Eu sou exemplo de que ser filho único é ótimo. Eu sempre gostei de ter um irmão com que pudesse falar sobre assuntos que se calhar os meus pais não estão tão receptivos. Mas, com toda a certeza digo que se fosse filho único, não teria nem metade daquilo que tenho hoje.
Glossário
A
-Abreviatura: representação normatizada de uma palavra apenas com uma ou algumas de suas letras, a fim de facilitar seu uso, principalmente na escrita. Exemplo: Cia (Companhia).
Acepção: cada um dos significados de uma palavra.
-Ambiguidade:
possibilidade de interpretação dúbia de uma palavra ou frase.
-Antônimos: nomes próprios de pessoas. Constituem-se, quase sempre, de um prenome ou nome de batismo, que pode ser simples ou composto, e de um sobrenome ou nome de família.
Aposto: palavra ou frase que explica alguns termos da oração. Exemplo:Daniel, meu irmão mais velho, passou de ano.
Átono: sem tonicidade, pronunciado mais fracamente. Num vocábulo, excetuada a sílaba tônica- pronunciada mais fortemente-, as demais são átonas.
C
-Campo Semântico: conjunto de palavras diferentes, mas relacionadas entri si por meio de uma ideia, de um significado ou de analogia estabelecidas entre elas. Exemplo: bolachas, leite e chocolate.
-Coerência: qualidade subjacente a um texto, que lhe permite ter sentido.
-Coesão: um do elementos que proporcionam coerência a um texto; são as ligações explicitadas entre os elementos do texto.
-Conectivos: termos que ligam palavras ou orações; são representados pelas conjunções e preposições.
-Conotativo: significado que pode ter uma palavra, dependendo de quem a usa, a quem se dirige ou em que circunstância é dita. Depende da interpretação.
D
-Dêiticos: elementos que designam demonstrando, e não conceituando. Exemplo: isso, aquilo.
-Denotativo: significado padrão de uma palavra. Não depende do emissor nem das circunstâncias.
E
-Editorial: texto de um jornal ou revista, geralmente não assinado, que expressa a opiniõ da equipa editorial sobre um tema.
-Elipse: omissão de termos da oração.
-Ensaio: texto criativo sobre qualquer tema, em que o autor apresenta uma visão pessoal e adota uma linha crítica.
-Enunciado: proposição, exposição, ideia expressa por palavras.
-Etimologia: parte da gramática que estuda a origem das palavras.
F
-Flexões: alterações das palavras para expressar variação de gênero, número,modo,tempo e pessoa.
-Formas Nominais do Verbo: formas que participam das características do substantivo, adjectivo ou advérbio. São o infinitivo, o particípio e o gerúndio.
-Função Sintática: papel sintático que um termo desempenha numa oração. No exemplo: caminhei lentamente, o termo “lentamente” desempenha a função sintática de adjunto adverbial de modo.
G
-Gerúndio: uma das formas nominais do verbo, formada pelo sufixo-ndo. Exemplos: cantando, vendendo, partindo.
-Gerundismo: emprego do gerúndio em desacordo com a norma gramatical.
-Gíria: língua especial de um grupo social ou etário diferenciado.
H
-Hipérbole: figura de linguagem que se caracteriza pelo exagero da expressão. Exemplo: Li uma montanha de livros este ano.
-Homófonas: palavras que possuem a mesma pronúncia, mas significados diferentes. Exemplo: censo (conjunto de dados estatísticos) e senso (juízo).
-Homógrafas: palavras que possuem mesma grafia, mas significados diferentes. Exemplo: banco( instituição financeira) e banco(assento).
I
-Imperativo: modo verbal que traduz ordem,mando,pedido. Exemplo: Controle-se!
-Indicativo: modo verbal que indica que a ação é exercida de forma real, definida. Exemplo: sonhei contigo ontem.
-Infinitivo: forma nominal do verbo que nomeia uma ação ou estado, tal como aparece no dicionário. Exemplos: voar, correr, sentir.
-Interjeição: palavra, som vocal ou grito que expressa, de modo energético e vivo, alguma emoção ou reação emotiva. Exemplos: Ai!, Epa!, Xi!
L
-Locução Adjectiva: duas ou mais palavras que equivalem a um adjectivo.
-Locução Adverbial: duas ou mais palavras que equivalem a um advérbio.
-Locução Conjuntiva: duas ou mais palavras que equivalem a uma conjunção.
-Locução Pronominal: duas ou mais palavras que equivalem a um pronome.
-Locução Verbal: expressão composta de duas ou mais formas verbais, equivalente a um verbo.
-Lusófono: país em que se fala Português.
M
-Metáfora: figura de linguagem na qual se emprega um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado.
-Modificadores: adjectivos.
O
-Oração Principal: oração à qual se subordina uma outra.
-Ortoépia: ocupa-se da pronúncia correta das palavras. Exemplo: advogado/ adevogado.
P
-Parônimos: palavras que possuem sons parecidos. Exemplo: emigrar/imigrar.
-Prefixo: afixo que se antepõe ao radical para formar nova palavra.
-Preposição: conectivo que subordina uma palavra à outra.
R
-Redundância: repetição da informação já emitida, desenvolvimento de uma ideia citada.
S
-Sigla: sinal convencional, rúbrica, e também reunião das letras iniciais das palavras de uma
denominação ou título, que pode funcionar como abreviatura.
-Sinônimos: palavras que possuem significados próximos.
-Síntese: exposição resumida, em que se usa um mínimo de palavras.
-Slogan: frase concisa, atraente, de fácil percepção e memorização, que descreve as qualidades de um produto, serviço ou ideia.
-Sufixo. Afixo que se pospõe ao radical para formar nova palavra.
V
-Verbo Auxiliar: aquele que, esvaziado de sentido próprio, junta-se a outro verbo (o principal) para formar locuções verbais.
-Verbo de Ligação: a sua principal função é ligar um predicativo ao sujeito.
-Verbo Principal: o último verbo das locuções verbais; aquele que guarda a base do significado.
-Vernáculo: idioma próprio de um país. É também a linguagem correta,pura, sem estrangeirismos.
-Vocativo: termo acessório da oração que expressa apelo,invocação,chamamento.
-Vulgarismos: o falar característico do vulgo. Linguagem em que não há a preocupação com o certo e o errado
Reflexões Mensais
1ª reflexão
Passou o 1º periodo, tempo de adaptação à nova escola, novos amigos, novos professores, praticamente tudo novo.
Quanto à disciplina de português tive um desempenho razoável, uma nota boa, penso que fiz uma boa apresentação do livro.
2ª reflexão
Acabou neste momento o 2º periodo, infelizmente, a lirica camoniana foi um pouco dificil e por isso acabei por descer as notas dos testes que no final também me baixou a nota na pauta.
3ª reflexão
Ainda nao acabou o periodo, ainda falta fazer mais um teste e receber a nota de um, a nota do primeiro teste nao foi muito positiva, porém, tentei no segundo teste melhorar para subir a nota. Quanto à apresentação do livro, ainda nao a realizei.
Correção dos Testes de Avaliação
Correção do 1º Teste de Avaliação
Grupo I
Texto A
1. Na Opinião de Ricardo Araújo Pereira, a resposta à questão é Tony Carreira.
2. Em seu entender “a Academia não percebe nada do assunto, porque não presta atenção ao que pensam “inúmeros portugueses” que não têm dúvidas quanto à questão formulada.
3.1. Perante estas frases, o leitor fica à espera que seja dito algo sério acerca da poesia Tony Carreira, uma vez que o autor se refere a um estudo que terá feito e cujo resultado vai apresentar.
3.2. O exemplo de Eugénio de Andrade é invocado por oposição: enquanto Tony Carreira usa um vocabulário limitado porque “conhece poucas palavras”, o poeta Eugénio de Andrade estabeleceu “um conjunto de vocábulos essenciais e, a partir desse núcleo, [procurou] obter uma expressividade reforçada pelos contextos inesperados em que eles surgem”.
3.3. As duas grandes preocupações de Tony Carreira são: encontrar palavras para rimas terminadas em “-ar”, o que o obriga a fazer sucessivas anástrofes e salientar as peculiaridades do amor.
4.1. Dois momentos evidentes de ironia: Enquanto poeta, Tony Carreira está preocupado com dois problemas principais: a quantidade de frases que, não terminando em “ar”, não podem rimar com outras frases terminadas em “ar”. E o último parágrafo do texto.
4.2. A intenção do cronista ao destacar o recurso continuo à expressão “muito linda” na sua “poesia”, é colocar em evidência a falta e criatividade e de qualidade das letras das canções.
Texto B
1.1. O contrato é um acordo entre duas partes, que se comprometem a respeitar direitos e deveres recíprocos.
1.2. a) Estabelecer um contrato;
b) respeitar os termos/cláusulas do contrato;
c) cessação contratual comunicada com pré-aviso para que não haja lugar à renovação do
contrato;
d) cessação contratual comunicada por um dos contraentes com base em justa causa;
e) não cumprir o determinado contrato.
Grupo II
b) Sujeito simples: Carreira; Predicado: definiu um vocabulário restrito/ conhece poucas palavras.
c) Complemento directo: um vocabulário restrito/ poucas palavras.
2. Muitos portugueses sabem de cor os seus versos – e, porem/contudo, a universidade rejeita-o, a critica desconsidera-o, os manuais/antologias impedem-lhe a entrada. Valha-nos o povo, particularmente, aquela parte do povo que é constituída por senhoras maiores de 50 anos, que adora/idolatra. O mais célebre/conhecido poeta português dos nossos dias é, indubitavelmente/incontestavelmente, Tony Carreira.
3.1. Alínea b)
3.2. Rejeita-se a opção a), porque não respeita a máxima conversacional da quantidade e da relevância.
4. a)5; f)1;
b)9; g)4;
c)3; h)8;
d)10; i)2;
e)6; j)7.
4.1. Não te importas de apagar a luz da sala? – Apaga a luz da sala!
Vê lá se não deixas tudo para a última hora. – Não deixes tudo para a última hora!
Pode pesar-me a fruta, por favor? – Pesa-me (essa) fruta, por favor.
Não achas que devias ter posto a mesa? – Põe a mesa
Grupo III
Introdução:
A poesia de Tony: - Conhecido cantor popular português
- Cantar em todo o mundo
- as composições são muito simples
A poesia da aula de Português:
- Escrita por grandes nomes da literatura nacional
- As composições são mais complexas
Desenvolvimento:
De facto duas semelhanças: Rima e TemasDuas diferenças:
- Na poesia do Tony as vocábulas são mais denotativas que na poesia da aula de português.
- Rima mais complexa
Conclusão:
- Diferentes públicos das duas poesia
Tony Carreira é um cantor português popular muito conhecido; Já cantou em várias partes do mundo. As suas composições são simples e acabam quase todas em ar. Enquanto que a poesia que estudamos na aula de Português é escrita por grandes nomes da literatura nacional e mais complexa.
De facto existem duas semelhanças que são a rima e os temas, como também existem diferenças, na poesia do Tony as vocábulas são mais denotativas que a poesia da aula de português, sendo esta uma rima mais completa.
Em suma, existem diferentes públicos das duas poesias.
Correção do 2º Teste de Avaliação
Parte I
Texto A
2. Um dos estudos foi realizado por Marcel Adam Just e seus colaboradores; o segundo estudo teve como autores Frank Drews e a sua equipa.
3. O primeiro estudo referido no texto sobre o uso do telemóvel durante a condução mostrou que conversar enquanto se conduz diminui a capacidade de processamento do espaço em 37%.
4.1. No segundo estudo, os autores compararam as reacções nos condutores em duas situações diferentes: uma em que conversavam com um passageiro e outra em que conversavam ao telemóvel em sistema “mãos livres”.
4.2. Os autores chegaram à conclusão de que as probabilidades de realizar manobras de risco durante a condução são maiores quando se conversa ao telemóvel, ainda que em sistema “mãos livres”
4.3. De acordo com os cientistas, um passageiro, mesmo conversando com o condutor, ajuda-o, sempre que necessário, enquanto o interlocutor numa conversa ao telemóvel, não estando presente, não o pode ajudar.
4.4. A relação existente entre conversar ao telemóvel durante a condição e conduzir ligeiramente embriagado é de equivalência, ou seja, os dois são comportamentos perigosos.
5. Associando o resultado dos estudos com os perigos da condução, nomeadamente com a condução sob efeito do álcool, referindo a aproximação (intertextualidade) entre o título e a penúltima frase do texto, que recupera um conhecido slogan de uma campanha publicitária nacional, que pretendia alertar para a prevenção de acidentes de viação resultantes do consumo de álcool, para reduzir o número de mortes na estrada.
Texto B
1.1. Regulamenta os procedimentos relativos à eleição da Administração de condóminos.
1.2. A expressão “em sistema rotativo” significa que os condóminos são todos elegíveis, todos terão de cumprir mandato na Administração.
2. A Administração pode ser exonerada pela Assembleia de condóminos; qualquer condómino pode solicitar ao Tribunal exoneração da Administração quando se verifique que houve irregularidades ou comportamentos negligentes no exercício das funções inerentes ao conjunto dos administradores ou apenas um.
Parte II
b) “…que o diálogo pode diminuir a atividade de processamento espacial.”
c)”…que a conversação por telemóvel reduz significativamente a capacidade de reação dos condutores”
1.2. Pertencem à classe das conjunções.
2. a) Alguns condutores envolvem-se em acidentes que são evitáveis.
b) Estudos, que são recentes, mostram que o Kit “mãos livres” diminui a atenção na condução.
3. a-4 b-2 c-1 d-3
4. Imigrante
4.1. Composição morfossintática
5. Mares, rios, lagos, montes, planícies, planaltos, vales.
6. a) Astro;
b)Líquido.
Parte III
B. Um estudo científico recente revela que a conversação por telemóvel durante a condução é perigosa, porque reduz a capacidade de reação do condutor. A comparação de condutores em conversa com um passageiro e ao telemóvel em alta-voz revelou que a última situação é de elevado risco, equivalendo a uma condução feita por um condutor embriagado.
Correção do 3º Teste de Avaliaçao
Parte I
Texto A
b) A primeira frase da crónica ilustra bem a subjetividade que caracteriza a crónica, sendo exemplo também o discurso na primeira pessoa. A crítica perpassa toda a crónica, como por exemplo em “ Até a casa do ex-rei de Itália é um hotel!”; “mas, olhamos e não estamos em Cascais”.
c) A confirmar a afirmação da sua efemeridade esta o facto de a crónica ter sido publicada num jornal. Existem crónicas literárias que não tem como objetivo divulgar informação, mas refletir sobre acontecimentos dando conta da subjetividade do sujeito de enunciação e da sua forma de ver o mundo. Esta crónica embora não seja literária, aproxima-se da definição anterior pela descrição que autora faz da sua vida em Cascais, das impressões que regista quando la regressa.
d) A linguagem é simples, mas muito expressiva particularmente nas passagens em que traduz grande emotividade, como é o caso do quarto parágrafo. A linguagem é informal, aproximando-se do literário pelo recurso a efeitos estéticos como sejam a comparação, a enumeração, a exclamação.
2. Todo o primeiro parágrafo conte elementos biográficos. Outros elementos são, por exemplo a referencia ao fim de um relacionamento.
3. Nesta crónica, apesar do movimento que a caracteriza, existem momentos descritivos, como por exemplo, “ A vila era luminosa, passeava-se pelas ruas, havia espaço para as pessoas:”
4. a expressão da conta de uma alteração dolorosa na sua vida - morte ou separação-, no entanto a expressão suaviza o acontecimento por meio de um eufemismo.
5. A autora recorre àquele verso para expressar a ideia de que o que uns consideram “ uma terra bonita”, cheia de melhoramentos poderá ser uma desilusão para outros por a acharem descaracterizada.
6. Lugares
6.1. Domínio frásico/interfrásico, mecanismo: conectores, pontuação. Domínio referencial, mecanismo: elipse.
7.1. Exemplo de referência deíctica pessoal: “ E eu que me gabo de ser racional...”. Elementos que identificam o sujeito da enunciação. Referencia deíctica temporal “ Até ontem”. Coordenada temporal tendo por referência o momento da enunciação.
Texto B
1. Emissor Anne Frank; recetor: Kitty, destinatário fictício, porque o diário é um texto de carater intimista destinado a ser lido unicamente pelo sujeito da enunciação.
2. A razão da “excitação” e impaciência prende-se com a possibilidade de a Turquia ter entrado na guerra contra a Alemanha nazi.
3.1. Expressões do texto que auxiliam á contextualização histórico política: “ Afinal a Turquia ainda não entrou na guerra”, “ O “Fuher” de todos os germânicos falou...”.
3.2. O meio de Comunicação fundamental durante a 2º guerra mundial era o rádio.
3.3. A metáfora utilizada na expressão “ teatro de marionetas” sugere a manipulação das notícias transmitidas durante a guerra.
Parte II
1. a) As aldeias das quais os sul-americanos foram expulsos ficaram desertas.
b) O planeta inteiro que cada homem traz consigo é desigual.
c) O europeu acorda todas as manhas ao som do seu rádio que é japonês.
1.1. a) e b) orações subordinadas adjetivas restritivas. C) e d) orações subordinadas adjetivas explicativas.
c)A floresta tropical de chuva, que é um ecossistema riquíssimo, é definida pelos ecologistas.
d) O teixo, que anteriormente se pensava não ter utilidade, é precioso.
2. Cela (espaço) /sela (assento); houve (existir) / ouve (verbo ouvir); Apreçar (saber preço) / apressar (acelerar); cheque (forma de pagamento) / xeque (lance de jogo de xadrez); Concerto (espetáculo) / conserto (arranjo); cinto (acessório vestuário) / sinto (verbo sentir).
Parte III
Naquela manhã acordei com o som do meu despertador e fui logo ter com a minha amiga Gabriela para o aeroporto onde viajamos de Portugal para o Iraque.
Quando eu e a Gabriela chegamos fomos logo conhecer as redondezas e como eramos curiosas avistamos um barracão e fomos tentar descobrir o que havia lá dentro, quando nos aproximamos do barracão e entramos vimos que lá não havia nada de estranho e viemos embora e fomos para o quarto onde íamos ficar. Mais tarde andávamos a passear pela rua quando fomos surpreendidas por uns homens que saíram duma carrinha e nos levaram para o barracão onde tínhamos estado, quando chegamos colocaram-nos numa cela, passados alguns minutos vieram buscar a Gabriela e levaram-na para uma sala e só passadas algumas horas é que voltaram com a Gabriela, só que ela já não estava viva, ela estava toda desfigurada, pois, tiraram-lhe os olhos e os órgãos.
Eu tive sorte, pois consegui fugir, mas agora sempre que me lembro da Gabriela tenho na memória um corpo todo desfigurado.
Correção 4º Teste de Avaliação
Parte I
Texto 1
1.2. A primeira descreve a forma como o girassol acompanha a trajetória do Sol acima da linha do horizonte e a forma como esta flor é influenciada pela sua luz.
1.3.1. O interlocutor é a mulher amada, à qual se dirige através da apóstrofe “Meu Sol”.
1.3.2. Através da metáfora, o sujeito poético identifica-se com um girassol e á forma como este depende do Sol, tal como ele vive inteiramente na dependência do objeto do seu amor.
1.4.1. O recurso ai presente é a hipérbole.
1.4.2. Através deste recurso, o sujeito poético hiperboliza a mulher amada, exagerando as suas qualidades e conferindo-lhe até o poder de “criar”.
1.5. Ao longo deste soneto, o sujeito poético identifica-se com o girassol “Uma miserável erva” e identifica a mulher amada com o Sol. Tal como o Sol faz florescer o girassol, também a amada do sujeito lírico alegra a sua “alma”. De igual modo, assim como o girassol “emurchece e se descora” quando o sol se põe, também o sujeito, na ausência da mulher amada “se emurchece e se consome em grão tormento”.
2. O poema é um soneto, logo constituído por duas quadras e dois tercetos. Quanto à métrica, a medida do verso é o decassílabo. O esquema rimático é ABBA ABBA CDE DEC, isto é, a rima é emparelhada e interpolada nas quadras e cruzada e interpolada nos tercetos.
Texto 2
1.1. a) NP
b) V
c) F
d) V
Parte II
b) A obra de Camões proporciona-nos um encontro com a nossa história porque a sua poesia foi utilizada, ao longo dos tempos, como bandeira e como símbolo nacional.
c) A poesia de Camões é dinâmica e, do ponto de vista cultural e artístico, densa e rica, logo a leitura da sua obra é um instrumento para abrirmos o presente e o futuro.
2. a) Um verbo auxiliar aspetual + preposição “de” + verbo no infinitivo.
b) Um verbo auxiliar modal + preposição “de” + verbo no infinitivo.
c) Verbo copulativo
3.
Parte III
Não apresenta uma conclusão que confirme a tese defendida, acrescenta-lhe um novo elemento – nada muda como era costume, a própria mudança já não ocorre como antigamente. Apesar de fechar o soneto e não ser explorada, esta ideia reforça a tese inicial de que tudo muda, até a própria mudança.
Frase com verbo transitivo direto: Na poesia de Camões encontramos a paixão individual e coletiva.
Frase com verbo transitivo indireto: Camões oferece uma poesia para abrir o nosso presente e o nosso futuro.
Frase com verbo transitivo direto e indireto: A poesia camoniana dá-nos a possibilidade de compreendermos o nosso mundo em mudança.
Frase com verbo transitivo predicativo Todos o consideram um grande poeta.
Correção do 5º Teste de Avaliação
Parte I
Inquietação/cuidado”; “noites de insónia… como um louco”.
1.2.1. A ironia consiste na existência de uma diferença entre o que se diz e aquilo que se
pensa. Ao advertir que não existe ironia na sua gratidão, o sujeito poético quer dizer que,
apesar do seu sofrimento passado, está em dívida para com quem o magoou, sendo a sua
gratidão sincera.
1.3. Exibia o comportamento típico de alguém apaixonado, vivia e sofria pela pessoa que
amava: “Inquietação, cuidado” (verso 2); “Noites de insónia, pelas ruas, como um louco”
(verso 4).
1.4. Antítese.
1.4.1. A utilização da antítese serve para reforçar a ideia de que o sofrimento provocado pela
pessoa amada afinal fez-lhe bem, contribuiu para que se tornasse “Mais forte, mais
sereno, e livre, e descuidado” (verso 11), apesar de não voltar a ser quem era (versos 7
e 8). Do sofrimento passado retirou uma lição de vida.
1.5. Utilização da segunda pessoa do singular; fórmula de agradecimento “Obrigado,
obrigado!”; vocativo “amor”.
1.6. Funcionam como um momento de reflexão, desabafo nos quais o sujeito poético expõe os
sentimentos.
2. Poema constituído por três estrofes: uma quintilha e duas quadras.
Rima: primeiro verso do poema é branco ou solto; restante rima interpolada e
emparelhada, segundo o esquema rimático: BCCB/DEED/FGGF.
Quanto ao número de sílabas métricas não existe um número fixo.
Parte II
- Especificidades do texto poético (plurissignificação; ambiguidades, expressividade)
- Aproximação à vida (o poeta como alguém que observa e reflete poeticamente sobre a
vida e expõe sentimentos, angústias, preocupações, reivindicações, aspirações, vivências)
- Forma do texto poético adequa-se a esta intenção reflexiva e emotiva: rima, ritmo, a conotação, a riqueza linguística e vocabular, jogos de palavras, pontuação; recursos estilisticos, harmonia musical
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Ficha de leitura
Período de leitura: 7 de Janeiro até 16 de Março de 2012
Nome do escritor(a): Quito Arantes
Título da obra: “A Janela Aberta”
Editor: Lígia Ramos
Local e data de edição: Tecto de Nuvens, Edições e Artes Gráficas, LDA
Informações sobre o escritor/a: Francisco Manuel Matos Arantes, tem como pseudónimo Quito Arantes, este senhor nasceu em Luanda, Angola, a 09/07/1960. Residiu sempre na cidade de Barcelos, desde criança até aos tempos de hoje. O escritor barcelense frequentou o ensino secundário na área de humanísticas. Divide o seu tempo em duas áreas, a fotografia e a escrita, sendo ele Registado na Sociedade Portuguesa de Autores. Desde cedo começou a interessar-se pelos livros e pela escrita. Segundo informações retiradas da sua página do facebook ele é: músico, compositor, poeta, escritor e também fotógrafo freelance.
Bibliografia do escritor/a:
Este escritor não apresenta uma bibliografia muito extensa, apenas em 2010 começou por publicar o livro “O Chalé de Cork” e “A Janela Aberta”. Em 2011 publicou o livro “Verão quente de 1984”. Desde 2009 que comanda um blog sobre si, suas publicações, sobre viagens e com fotos da sua autoria também.
Resumo da obra:
Esta obra aborda, muito semelhante ao primeiro livro publicado “O Chalé de Cork”, as temáticas da importância dos valores e de uma vida cheia de objectivos.
Esta pequena história tem como personagem principal Luciana, uma mulher que não tem nada a seu favor: vive numa aldeia longínqua onde nada se passa, é órfã desde muito cedo de ai e mãe, é educada pela sua avó viúva, sendo uma família cheia de emigrantes, ela é a única resistente. Luciana frequentava a escola primária e tinha um grande amigo, quase que pode-se chamar de pai, era o doutor da aldeia, costumava ir dar consultas aos seus idosos residentes naquela aldeia. Com o passar do tempo, a menina cresceu, e na altura da sua adolescência ficou sem a única figura paterna. Antes da idade adulta ela perde uma pessoa muito importante na sua vida, a avo que a tinha criado. Ela era uma rapariga humilde, muito forte e tinha uma enorme vontade de vencer, tinha sonhos, como todos nós temos, e com essa sua vontade, perante todas as dificuldades, ela conseguiu superá-las. Quando perde a sua avó, Luciana vê-se obrigada a ir para um orfanato, onde tudo para ela é desconhecido. Infelizmente, a protagonista envolve-se em amizades femininas que não eram as mais aconselháveis, vendo-se, por isso, mais tarde, envolvida numa rede de tráfico humano.
Este livro é considerado um romance, evidencia valores fundamentais para a vida como a amizade e as relações familiares, tendo como objectivo mostrar que, na vida, mesmo quando uma porta se fecha, há sempre uma janela aberta.
Excerto:
“A avó Ermelinda sentia-se feliz pelo afecto que a sua neta tinha pelo Dr. Inácio. Era aquele pai que infelizmente, por circunstâncias da vida, não teve.
O dia de atendimento médico era às segundas e sextas-feiras, e Luciana esperava ansiosa pela sexta-feira, em que por acaso não tinha aulas de tarde, para se encontrar com o Dr.Inácio.”
Eu escolhi este excerto da obra, porque nestes dois parágrafos, podemos na analisar o amor que a avó tinha por Luciana e que se lamentava da vida por ela não ter tido um pai. Consegue-se perceber também a importância que Luciana dava ao doutor, esperando ansiosamente as sextas-feiras.
Comentário à obra:
Gostei muito desta obra. É um escritor que conheço, tive curiosidade em lê-lo. É um livro triste, com tudo o que acontece à Luciana. É uma infância dura, sem dúvida alguma, mas aprecio muito a coragem que Luciana teve para ultrapassar todos estes obstáculos que a vida lhe propôs.
Nome aluno/a: Luís Augusto Barreiro Lima nº21
Data: Sexta-feira, 16 de Março de 2011
Nome do escritor(a): Quito Arantes
Título da obra: “A Janela Aberta”
Editor: Lígia Ramos
Local e data de edição: Tecto de Nuvens, Edições e Artes Gráficas, LDA
Informações sobre o escritor/a: Francisco Manuel Matos Arantes, tem como pseudónimo Quito Arantes, este senhor nasceu em Luanda, Angola, a 09/07/1960. Residiu sempre na cidade de Barcelos, desde criança até aos tempos de hoje. O escritor barcelense frequentou o ensino secundário na área de humanísticas. Divide o seu tempo em duas áreas, a fotografia e a escrita, sendo ele Registado na Sociedade Portuguesa de Autores. Desde cedo começou a interessar-se pelos livros e pela escrita. Segundo informações retiradas da sua página do facebook ele é: músico, compositor, poeta, escritor e também fotógrafo freelance.
Bibliografia do escritor/a:
Este escritor não apresenta uma bibliografia muito extensa, apenas em 2010 começou por publicar o livro “O Chalé de Cork” e “A Janela Aberta”. Em 2011 publicou o livro “Verão quente de 1984”. Desde 2009 que comanda um blog sobre si, suas publicações, sobre viagens e com fotos da sua autoria também.
Resumo da obra:
Esta obra aborda, muito semelhante ao primeiro livro publicado “O Chalé de Cork”, as temáticas da importância dos valores e de uma vida cheia de objectivos.
Esta pequena história tem como personagem principal Luciana, uma mulher que não tem nada a seu favor: vive numa aldeia longínqua onde nada se passa, é órfã desde muito cedo de ai e mãe, é educada pela sua avó viúva, sendo uma família cheia de emigrantes, ela é a única resistente. Luciana frequentava a escola primária e tinha um grande amigo, quase que pode-se chamar de pai, era o doutor da aldeia, costumava ir dar consultas aos seus idosos residentes naquela aldeia. Com o passar do tempo, a menina cresceu, e na altura da sua adolescência ficou sem a única figura paterna. Antes da idade adulta ela perde uma pessoa muito importante na sua vida, a avo que a tinha criado. Ela era uma rapariga humilde, muito forte e tinha uma enorme vontade de vencer, tinha sonhos, como todos nós temos, e com essa sua vontade, perante todas as dificuldades, ela conseguiu superá-las. Quando perde a sua avó, Luciana vê-se obrigada a ir para um orfanato, onde tudo para ela é desconhecido. Infelizmente, a protagonista envolve-se em amizades femininas que não eram as mais aconselháveis, vendo-se, por isso, mais tarde, envolvida numa rede de tráfico humano.
Este livro é considerado um romance, evidencia valores fundamentais para a vida como a amizade e as relações familiares, tendo como objectivo mostrar que, na vida, mesmo quando uma porta se fecha, há sempre uma janela aberta.
Excerto:
“A avó Ermelinda sentia-se feliz pelo afecto que a sua neta tinha pelo Dr. Inácio. Era aquele pai que infelizmente, por circunstâncias da vida, não teve.
O dia de atendimento médico era às segundas e sextas-feiras, e Luciana esperava ansiosa pela sexta-feira, em que por acaso não tinha aulas de tarde, para se encontrar com o Dr.Inácio.”
Eu escolhi este excerto da obra, porque nestes dois parágrafos, podemos na analisar o amor que a avó tinha por Luciana e que se lamentava da vida por ela não ter tido um pai. Consegue-se perceber também a importância que Luciana dava ao doutor, esperando ansiosamente as sextas-feiras.
Comentário à obra:
Gostei muito desta obra. É um escritor que conheço, tive curiosidade em lê-lo. É um livro triste, com tudo o que acontece à Luciana. É uma infância dura, sem dúvida alguma, mas aprecio muito a coragem que Luciana teve para ultrapassar todos estes obstáculos que a vida lhe propôs.
Nome aluno/a: Luís Augusto Barreiro Lima nº21
Data: Sexta-feira, 16 de Março de 2011
Ficha de leitura
Período de
leitura: 17 de Outubro até 25 de Novembro de 2011
Nome do
escritor(a): Fernando Namora
Título
da obra: “A Resposta a Matilde”
Editor:
Francisco
Lyon de Castro
Local e data
de edição: 2726 MEM
MARTINS CODEX, PORTUGAL
Informações
sobre o escritor/a: Fernando Gonçalves Namora nasceu em
Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, a 15/04/1919 e falecido a 31 de
Janeiro de 1989 com 70 anos. Os pais eram descendentes de camponeses do
concelho de Ansião, no distrito de Leiria. Depois de concluída a instrução
primária, iniciou os estudos secundários no Colégio Camões, em Coimbra, tendo
em seguida transitado para o Liceu Camões, em Lisboa, onde foi colega de Jorge
de Sena. Fernando Namora era licenciado em Medicina pela Universidade de
Coimbra. De novo em Coimbra, no Liceu José Falcão, dirige o jornal académico Alvorada e escreve a sua
primeira obra, uma colectânea de novelas, “Almas sem Rumo” (1935), nunca
publicada. Em 1937 chega a anunciar a publicação da novela “Pecado Venial”, o que também
nunca veio a acontecer. Em 1938, um romance com o nome de “As
Sete Partidas do Mundo” foi galardoado com o prémio Almeida Garret. Também
recebeu o prémio José Lins do Rego, pelo seu romance “Domingo à tarde” e o
prémio Ricardo Malheiros.
Bibliografia
do escritor/a:
Ø “Relevos” – poesia (1937)
Ø “As Sete Partidas do Mundo” –
romance (1938)
Ø “Mar de Sargaços” – poesia (1939)
Ø “Terra” – poesia (1941)
Ø “Fogo na Noite Escura” – romance (1943)
Ø “Casa da Malta” – novela (1945)
Ø “Minas de San Francisco” – romance (1946)
Ø “Um Medicamento Nacional: o anti-infeccioso
I.B.P.” (1946)
Ø “Retalhos da Vida de um Médico”, 1ª série – narrativas (1949)
Ø “A Noite e a Madrugada” – romance (1950)
Ø “Deuses e Demónios da Medicina” – biografias romanceadas (1952)
Ø “O Trigo e o Joio” – romance (1954)
Ø “O Homem Disfarçado” – romance (1957)
Ø “As Frias Madrugadas” – poesia (1959)
Ø “Cidade Solitária” – narrativa (1959)
Ø “Domingo à Tarde” – romance (1961)
Ø “Esboço Histórico do Neo-realismo” (1961)
Ø “A Piedosa Oferenda” (1962)
Ø “Retalhos da Vida de um Médico”, 2ª série – narrativas (1963)
Ø “Aquilino Ribeiro” – prefácio (1963)
Ø “Diálogo em Setembro” – crónica romanceada (1966)
Ø “Um Sino na Montanha” – cadernos de um escritor (1968)
Ø “Marketing” – poesia (1969)
Ø “Os Adoradores do Sol” – cadernos de um escritor (1971)
Ø “Os Clandestinos” – romance (1972)
Ø “Estamos no Vento” – narrativa
literário-sociológica (1974)
Ø “A Nave de Pedra” – cadernos de um
escritor (1975)
Ø “Literatura, Comunicação, Sociedade” (1975)
Ø “Cavalgada Cinzenta” – narrativa (1977)
Ø “Francisco Gentil: 1878-1964” – texto introdutório (1978)
Ø “Professor Elísio de Moura” (1978)
Ø “Encontros” – entrevistas (1979)
Ø Itinerário de Tolstoi: por ele próprio” (1979)
Ø Prefácio a "A Porta dos Limites" de Urbano Tavares Rodrigues (1979)
Ø “Resposta a Matilde” – divertimento (1980)
Ø Prefácio a "Máscaras de Silêncio" de Maria Vitorino (1980)
Ø “O Rio Triste” – romance (1982)
Ø “Augusto de Castro ou o Jardim da Vida e da
Escrita” (1983)
Ø “Nome para uma Casa” – poesia (1984)
Ø “O Espinho” – em "Afecto às Letras"
(1984)
Ø “Sentados na Relva” – cadernos de um
escritor (1986)
Ø “URSS, Mal Amada, Bem Amada” – crónica (1986)
Ø “Autobiografia” (1987)
Ø “Jornal sem Data” – cadernos de um
escritor (1988)
Ø “Tinha Chovido na Véspera”
Resumo da obra:
Era um desconhecido:
Arnaldo Dias Costa era um
típico explicador de Matemática (segundo o narrador, que o compara ao
explicador que teve na sua juventude), com o hábito de passar o intervalo de
quarenta e cinco minutos entre as explicações no Café Estrela. Depois de o
frequentar durante duas semanas, Arnaldo já conhecia os frequentadores
assíduos: dona Doroteia, amante de chá servido num bule; dona Micas, parceira
de Doroteia no dizia respeito a falar sobre a vida alheia; senhor Teodoro, que
passou por sete ofícios e intervêm sempre como moderador nas conversas mais
exaltadas; senhor Aristides, traz sempre o seu cão quando vem ao café do senhor
Marcolino (Café Estrela) tomar um aperitivo depois de uma ida às compras. Mas
quem vem alterar por completo a vida recatada e repetitiva do explicador é uma
senhora casada chamada Zeferina (embora prefira ser chamada por Manuela ou
Manucha - diminutivo lhe atribuído pelo marido Daniel).
Numa tarde como as outras, Arnaldo vai
ao café fazer a sua pausa ao café e depara-se com um casal, por ele
desconhecido, sentado numa mesa. Reparou de imediato que a idade do casal
rondava os quarenta anos e que ele estava a ler o jornal, ao mesmo tempo que
ela, uma mulher muito atraente, fumava calmamente o seu cigarro. Sempre que
Arnaldo, frequentador assíduo, ia ao café via o estranho casal.
Quando numa outra tarde o café estava
lotado à excepção da mesa adjacente da do casal, Arnaldo sentou-se e num gesto
de amabilidade apanhou o saco que a senhora tinha deixado cair do chão. Ao
fazê-lo, ela tentou ajudá-lo e ao mesmo tempo espalhou a pasta de documentos
que ele tinha trazido no chão criando uma grande barafunda. A partir desse dia
criou-se um sentimento de familiaridade retraído entre eles.
Após ter saído do café numa outra tarde,
Manuela (o nome da senhora, que Arnaldo descobriu depois de ouvir uma conversa
do casal) aborda Arnaldo pedindo-lhe que telefone para sua casa, de forma a puderem
marcar um encontro.
No dia seguinte, Arnaldo, receoso que o
marido de Manuela atendesse, liga e alegra-se que tenha sido ela a atender a
sua chamada e marcam um encontro para essa tarde no Rossio. Lá conversam e
Manuela explica a Arnaldo que ao contrário do que ele pensa ela não faz aquilo
com todos os homens e que não queria ir para o quarto dele onde poderia ser
descoberta. Arnaldo encarrega-se de arranjar um quarto onde se possam encontrar
e para isso encontra-se com o seu amigo de outros tempos, Sequeira, que
costumava ser muito devasso.
Sequeira estava muito diferente em
relação à última vez que se tinha encontrado, surpreendo Arnaldo que se deparou
com um homem careca e desgastado pelos dois enfartes que tinha sofrido muito
recentemente. Ainda surpreendido com as voltas da vida, Arnaldo pede a Sequeira
o apartamento que este tinha, especialmente para lá levar as suas conquistas,
mas Sequeira não o pôde ajudar porque o tinha vendido agora que não o usava;
mas apesar de tudo, pede-lhe para ligar a uma amiga, Irene, que talvez o possa
ajudar. A chamada feita a Irene tornou-se num verdadeiro fiasco porque não só
ela pedia demasiado dinheiro pelo aluguer do quarto como não o alugaria pelo
tempo que Arnaldo precisava.
Arnaldo teve, então, a ideia de procurar
no jornal sobre quartos para alugar, e após visitar cerca de cinco, decide-se
por um mais ou menos perto da zona em que vive. Paga à porteira, uma senhora
idosa, o aluguer do mês e liga a Manuela, a contar-lhe o sucedido, mas esta diz-lhe
para aparecer o café à hora do costume que está na hora de ele e o marido,
Daniel, se conhecerem.
Arnaldo, confuso com o estranho pedido,
acaba por decidir ir ao café e enquanto espera actualiza-se sobre a vida dos
moradores. Daniel e Manuela entram alterando a atmosfera do café, Arnaldo é
apresentado a Daniel e ambos desajeitados conversam sobre temas triviais de
forma a ultrapassarem o mal-estar, passado algum tempo, Daniel convida Arnaldo
a ir tomar uma bebida a sua casa ao que este aceita.
Lá beberam um uísque de óptima qualidade
sem que Arnaldo deixasse de sentir desconforto, no fim de beberem o segundo
copo, Daniel afastou-se para tratar de assuntos importantes e Manuela chegou-se
a Arnaldo e beijou-o. Arnaldo receoso de que fossem apanhados pelo esposo de
Manuela afasta-se e ameaça ir-se embora; Daniel reaparece, então, explicando a
Arnaldo que tinha sido escolhido pelo casal para ser amante de Manuela, já que,
no passado, Daniel tinha-lhe sido imensamente infiel e lhe queria proporcionar
essa experiência mas com a sua total e completa aceitação, desde que se
encontrassem em casa do casal, para ninguém suspeitar do caso. Arnaldo, muito
surpreso com a proposta inesperada, pediu-lhe tempo para pensar e foi-se
embora.
Na tarde seguinte, Arnaldo tocou à
campainha da casa do casal e Daniel abriu-lhe a porta, apesar do explicador
preferir que este se tivesse ausentado, mas, como no dia anterior, deixou-os
sozinhos e livres para fazerem aquilo que bem entendessem. Manuela admitiu a Arnaldo
que apesar de todas as traições do marido, também o tinha traído três vezes sem
o seu conhecimento e depois desta conversa, quando ambos estavam ocupados o
marido apareceu, criando um momento muito embaraçoso e levando a que Arnaldo se
despedisse sem pensar em voltar, porque não queria fazer parte das
‘’esquisitices’’ do casal.
Três dias passados, Arnaldo regressou a
cada do casal com uma proposta a fazer a Manuela e, de novo, a porta foi aberta
por Daniel, desta vez de saída. Arnaldo tentou convencer Manuela a ele tinha um
quarto alugado do qual poderiam fazer uso, em vez de se terem de submeter a
situações embaraçosas na casa dela, ao passo que, ela afirmou que tinha feito
um acordo com o marido que tinha de cumprir, levando a que Arnaldo fosse ter
com Daniel ao seu escritório para negociarem a questão.
No escritório Daniel ficou surpreendido
com a visita e não tentou disfarçar, levando a que Arnaldo fosse directo ao
assunto: ele não gostava de ter de se encontrar com Manuela na casa do casal;
Daniel tentando ajudar sugeriu que ligasse a Manuela de forma a resolverem a
questão. Manuela e Arnaldo combinaram encontrar-se perto do quarto alugado e
Daniel quando toma conhecimento da decisão, discorda, mas Arnaldo não lhe dá
nenhuma outra opção, porque ele é o único que mantém a ideia absurda de se
encontrarem em casa do casal, mas não lhe fornece a morada do local onde
Manuela se encontrará com ele.
A dona da casa abriu-lhes a porta, não
lhes fazendo nenhuma questão. Ficaram no quarto até que começaram a ouvir uma
grande algazarra, e depois, a velhota que alugava os quartos bateu à porta,
dizendo a Arnaldo que a polícia viria porque morrera alguém. Arnaldo acabou de
se vestir e deixou Manuela na cama, para ir ver o que se passava e deparou-se
com Daniel morto devido a um tiro na têmpora direita.
O parente da Austrália:
O médico, que nesse dia
voltara de umas férias de quatro semanas, quando no seu consultório, totalmente
lotado, chamou pelo primeiro doente, surpreendeu-se ao ver Galdério a
levantar-se, já que ele era o vadio da região, normalmente ignorado por toda
a gente. Galdério queixava-se de umas dores
nas cruzes
e depois de tratado não agradeceu nem pagou nada, levando atrás de si todas as
pessoas que se encontravam no consultório, à excepção da velhota que ia
ao consultório duas vezes por semana trocar um curativo.
Depois de ver tanta gente a seguir
Galdério, o doutor questionou-se se não se teria enganado no diagnóstico, mas
as suas dúvidas foram dissipadas ao vê-lo à porta de uma taberna a beber
cerveja, novamente rodeado por um numeroso grupo de aldeãos. Ver um homem
normalmente ignorado e evitado fez o doutor questionar-se sobre a razão da
súbita atenção por parte de toda agente, ainda por cima quando dona Lucinda, uma
doceira afamada da região, lhe perguntou pelo estado do seu primo Manuel
(verdadeiro nome de Galdério), o doutor com sinceridade afirmou que este sofreu
um resfriado fruto dos poucos agasalhos e dos poucos mimos caseiros que
recebia. O doutor percebeu que ofendeu a dona Lucinda mas mesmo assim, esta
afirmou que as coisas em relação a Galdério iriam mudar, aumentando a
curiosidade do doutor.
No fim de tarde, estava o doutor no
consultório e apareceu-lhe o Presidente da Junta, Dionísio, para lhe pedir
auxílio na análise de uns documentos, ainda nesse dia, de forma a que se
encontrasse uma casa da pertencente à junta, desocupada, que pudesse servir de
habitação a Galdério, que na sua opinião não podia continuar na situação que
estava. Como era de calcular, o médico enervado com toda aquela atenção a
Galdério, recusou dizendo que naquele dia já tinha planos com o tenente Varela
e a sua esposa, estando portanto ocupado.
Quando no fim do jantar, o tenente
Varela, reformado da tropa e a sua esposa, dona Agustina chegaram a sua casa, o
médico foi directo ao assunto que mais o intrigava e perguntou o que se passava
com Galdério, ao passo que dona Agustina lhe explicou que quando ele tinha
estado fora da aldeia, chegara um oficial a perguntar quem era o parente de um
senhor da Austrália, dando a entender que este morrera e deixara uma enorme
fortuna. Apesar de muita gente se ter apresentado dizendo ser parente do
misterioso emigrante, ficou provado que Galdério era o parente mais próximo,
levando a que todos dessem crédito ilimitado a Galdério, já que sabiam que este
liquidaria as dívidas quando recebesse a fortuna. O empreiteiro da ladeia meteu
na cabeça que um homem de tamanha riqueza tinha de ter uma casa que fazia jus à
sua herança e começou a construir um solar com o dinheiro que todos os primos
de Galdério lhe emprestavam.
E o tempo foi passando sem que ninguém se
preocupasse muito com a chegada da carta que determinaria a riqueza de
Galdério, porque na mentalidade dos aldeões a Austrália ficava muito longe, mas
com o tempo, Galdério, habituado a um estilo de vida mais livre e
despreocupado, começou a desejar nunca ter recebido o dinheiro porque tanta
atenção também o perturbava. E quando as senhoras da aldeia o pressionavam para
casar com as suas filhas, agora que era um óptimo partido, ele recusava, mas
não recusava os doces caseiros que ofereciam (obra das prometidas).
Num dia o carteiro da aldeia, veio com a
famosa carta, criando-se um enorme alvoroço porque toda a gente queria saber o
montante da fortuna de Galdério. Para ser uma coisa mais oficial chamaram o
regedor para declamar o conteúdo da carta na praça da aldeia. Mal pegou no
envelope e passou os olhos pelo texto, o regedor ficou muito pálido e, apesar
de ser incitado pelos presentes para ler, desmaiou sendo levado para o
consultório do médico. Lá, como no passado, o médico ouviu as pessoas a
tratarem mal Galdério, chamando-o de tratante e, mais tarde, o médico soube que
a carta dizia que o tal parente estava vivo, mas atolado em dívidas, e as
autoridades queriam saber se alguém podia pagar o seu repatriamento.
O guarda-chuva que não viajou:
O
amigo do narrador, Francisco Vidal, tinha-lhe dito que S. Paulo era um lugar
muito chuvoso, e como o
narrador lá ia passar umas férias na companhia da família, decidiu-se ao ir
comprar um guarda-chuva na baixa lisboeta. Tinha em mente comprar um
guarda-chuva dos pequenos para lhe poder caber na mala, e quando fez tal pedido
à senhora que o atendia, numa loja especialista no fabrico dos guarda-chuvas,
ela pediu-lhe para descer à cave, onde tinha mais variedade. Na cave, a
empregada afirmou-lhe que aqueles guarda-chuvas eram muito práticos e para lhe
mostrar o funcionamento de um, pegou num e este não abriu à primeira, e à
terceira tentativa o seu rosto começou a azedar; chamou o patrão para resolver
o súbito problema, sem deixar de dizer que tal nunca antes tinha acontecido.
Até o patrão se mostrou incompetente na abertura do guarda-chuva, e para
dissipar as dúvidas do cliente em relação ao teimoso guarda-chuva, mandou
chamar o técnico, que iria, na certa, resolver a estranha anomalia. A chegada
do técnico não trouxe nada de novo, levando a que o narrador escolhesse um
modelo de guarda-chuva antigo, para não abandonar a loja sem nada, mas ao
chegar a casa com o guarda-chuva comprido com o cabo esfolado leva a que a
esposa o critique e para, na loja, ainda se lembrarem de si, lhe ordene que
troque o guarda-chuva no dia seguinte.
Na viagem até à loja, começou a chover torrencialmente e, o narrador, de
forma a não estragar o guarda-chuva ainda mais, não o abre, chegando à loja
completamente ensopado. Mas, tal não foi o seu espanto quando a mesma lojista
do dia anterior, lhe disse que se o cabo esteva esfolado, tinha sido por algo
posterior à compre, porque, segundo ela, a loja só vendia artigos de qualidade,
sem defeito.
Desiludido, o narrador decide-se a viajar
a S. Paulo sem guarda-chuva.
Dois ovos ao fim da tarde:
O
homem, trabalhador numa fábrica, mas de baixa devido a doença, arranjou um novo
ofício temporário, para qual precisava muito de ovos e tendo se esquecido
deles, voltou a casa e perguntou à esposa, Maria, onde os poderia comprar. Ela
indicou-lhe a charcutaria Pôr-do-sol e ele lá foi, pedindo ao lojista dois ovos;
o lojista estranhou o pedido mas serviu o cliente, nada dizendo.
No dia seguinte repetiu-se a cena, e o lojista tentou-lhe vender algo
mais mas ele recusou e passou-se uma semana assim, até que o lojista começou a
magicar na situação, porque o homem levava sempre dois ovos todos os fins de
tarde e perguntou-lhe porque não levava de uma vez uma dúzia de ovos em vez de
dois e se tinha frigorífico, ao passo, que o senhor afirmou que preferia assim
e que tinha um óptimo frigorifico, último modelo. Não se querendo meter na vida
do cliente, o lojista nada mais disse, mas aquele homem alterou por completo a
sua rotina: saía da charcutaria sempre zangado, porque pensava que o homem
estava a gozar com a sua cara, de forma que até a mulher começou a reparar;
como a mulher lhe dizia que ou ele ou o cliente estavam doidos, numa manhã,
fez-se acompanhar pelo filho e pela mulher para lhes mostrar a esquisitice do
cliente e este, como sempre, pediu dois ovos. No dia seguinte, o lojista
encheu-se de coragem e questionou-o sobre o destino dos ovos que comprava e o
homem respondeu-lhe que os usava para pintar e disse-lhe para quando fechasse a
charcutaria ir ver a sua grande obra de arte, que ele pintava ao fundo da
alameda.
O lojista, ainda não totalmente convencido
lá foi e qual não foi o seu espanto ao ver que o seu cliente falara verdade,
estava a pintar na parede do café, que futuramente abriria, com gema de ovo
misturada com tintas, processo muito utilizado antes da invenção das tintas
sintéticas assegurou-lhe o cliente que também era pintor. Pediu muitas
desculpas por ter duvidado da palavra do cliente e pensou que a esposa nunca
acreditaria numa coisa daquelas.
O avião de Caracas:
O
narrador à espera do autocarro que o levaria ao avião de destino a Caracas
observa os outros passageiros: há o casal venezuelano, ela uma mulher atraente
e ele um marido consciente disso e ciumento que de dez em dez minutos olha com
suspeita para todos como que a ver se alguém tem coragem para meter conversa
com a esposa.
Com a chegada da noite, uma das passageiras perguntou repetidamente ao
motorista se aquele era mesmo o autocarro que os levaria ao aeroporto, se não
estaria atrasado, se não houve mudança de horários, o que aborreceu o motorista
e o fez ignorá-la depois de repetir para ela ser paciente porque não havia
nenhum problema nem alteração.
O
altifalante chamou, pouco tempo depois, os passageiros ao autocarro, levando ao
costumeiro episódio das despedidas, em que as mães abraçaram os filhos, a
chorar, e pareciam nunca mais os deixar ir o que levou ao motorista dizer que
não esperaria mais. O autocarro arrancou, deixando para trás as famílias e as
suas recomendações, indo parar ao meio da chuva, que engrossara e fazia um
barulho assustador ao bater nos vidros.
Chegaram, finalmente, ao aeroporto e embarcaram, quase de seguida, no
avião e como o autocarro chegara em cima da hora, ao narrador calhou um lugar
com vista para uma das asas do aparelho, mas não lhe importou porque quer à
frente, quer atrás, a paisagem era exactamente a mesma: a noite. Ao seu lado,
sentara-se uma camponesa italiana de Eboli, que estava paralisada pelo medo da
queda do avião; quando as hospedeiras começaram a distribuir o jantar, ela nada
quis porque tudo lhe parecia demasiado estranho embora cheirasse muito bem.
Assistiu maravilhada ao jantar do narrador e esfomeada, pegou no bolo que tinha
trazido e aceitou o pão e a água oferecidos pela hospedeira e comeu.
Quando fizeram a primeira escala – Lisboa e toda a gente saiu do avião
para esticar as pernas, ela não sabia se os deveria acompanhar e perguntou,
surpreendida, se já estavam em Caracas. O narrador explicou então como pôde que
ainda tinham muita viagem pela frente.
Excertos:
“Aqui
chegados, deixo-me conduzir pelas minhas conjecturas. Vejo os nossos heróis
como que avançando numa estrada, o vulto cresce-lhes, é a história a encontrar
o seu próprio fio – que pensas disso, Arnaldo? Nas noites mal dormidas, em quem
magicavas? Na misteriosa mulher (o meu único trunfo de narrador estará num
clima de mistério) de cabeleira incendiada por um halo que lhe vinha de dentro.
No misterioso casal. Que gente era aquela? Porque iram todas as tardes ao café
– àquele café?
Em suma: Manucha alvoraçara os dias e as noites do nosso pacato
explicador de matemáticas. Trazia-o de faro ao vento. E mais do que uma pessoa,
no café do senhor Marcolino, já dera por isso. A dona Doroteia sondava de lado,
com aqueles olhos globosos de sapo, e, no modo
como se punha a sacudir irritadamente o cigarro mentolado, queria decerto
prevenir que, a ela, ninguém faria ninho atrás da orelha. A dona Micas, essa,
bastava-se com breves assombros de flato.”
Comentário à obra:
Na minha experiência literária, embora não
seja muita, nunca tinha lido um livro de divertimento, no entanto não me
arrependo nem um pouco da leitura desta obra. Fernando Namora é um excelente
escritor, pelo que, num futuro próximo, gostaria de ler mais obras dele;
escreve sobre coisas que vemos no nosso dia-a-dia sem as tornar forçosas e
aborrecidas, conferindo-lhes um diferente brilho.
Relativamente a esta obra, o único ponto que tenho a apontar, depois da
minha leitura da obra, é que, quando o autor consegue captar a nossa total atenção,
a história termina, deixando-nos a pensar ‘’Mas e agora, o que é que lhe vai
acontecer?! ’’, experimentei essa sensação com maior amplitude, quando li o
primeira história da obra (Era um desconhecido) e fiquei sem saber quem tinha
morto Daniel e se Manuela e Arnaldo ficariam juntos.
No fundo, ganhei muito com a leitura
desta obra, principalmente alarguei os meus conhecimentos da língua Portuguesa.
Nome aluno/a: Luís
Augusto Barreiro Lima nº21
Data: Terça-feira, 29 de Novembro
de 2011
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