sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ficha de leitura

Período de leitura: 7 de Janeiro até 16 de Março de 2012

Nome do escritor(a): Quito Arantes

Título da obra: “A Janela Aberta”

Editor: Lígia Ramos

Local e data de edição: Tecto de Nuvens, Edições e Artes Gráficas, LDA

Informações sobre o escritor/a: Francisco Manuel Matos Arantes, tem como pseudónimo Quito Arantes, este senhor nasceu em Luanda, Angola, a 09/07/1960. Residiu sempre na cidade de Barcelos, desde criança até aos tempos de hoje. O escritor barcelense frequentou o ensino secundário na área de humanísticas. Divide o seu tempo em duas áreas, a fotografia e a escrita, sendo ele Registado na Sociedade Portuguesa de Autores. Desde cedo começou a interessar-se pelos livros e pela escrita. Segundo informações retiradas da sua página do facebook ele é: músico, compositor, poeta, escritor e também fotógrafo freelance.


Bibliografia do escritor/a:
    Este escritor não apresenta uma bibliografia muito extensa, apenas em 2010 começou por publicar o livro “O Chalé de Cork” e “A Janela Aberta”. Em 2011 publicou o livro “Verão quente de 1984”. Desde 2009 que comanda um blog sobre si, suas publicações, sobre viagens e com fotos da sua autoria também.

Resumo da obra:
    Esta obra aborda, muito semelhante ao primeiro livro publicado “O Chalé de Cork”, as temáticas da importância dos valores e de uma vida cheia de objectivos.
    Esta pequena história tem como personagem principal Luciana, uma mulher que não tem nada a seu favor: vive numa aldeia longínqua onde nada se passa, é órfã desde muito cedo de ai e mãe, é educada pela sua avó viúva, sendo uma família cheia de emigrantes, ela é a única resistente. Luciana frequentava a escola primária e tinha um grande amigo, quase que pode-se chamar de pai, era o doutor da aldeia, costumava ir dar consultas aos seus idosos residentes naquela aldeia. Com o passar do tempo, a menina cresceu, e na altura da sua adolescência ficou sem a única figura paterna. Antes da idade adulta ela perde uma pessoa muito importante na sua vida, a avo que a tinha criado. Ela era uma rapariga humilde, muito forte e tinha uma enorme vontade de vencer, tinha sonhos, como todos nós temos, e com essa sua vontade, perante todas as dificuldades, ela conseguiu superá-las. Quando perde a sua avó, Luciana vê-se obrigada a ir para um orfanato, onde tudo para ela é desconhecido. Infelizmente, a protagonista envolve-se em amizades femininas que não eram as mais aconselháveis, vendo-se, por isso, mais tarde, envolvida numa rede de tráfico humano.
    Este livro é considerado um romance, evidencia valores fundamentais para a vida como a amizade e as relações familiares, tendo como objectivo mostrar que, na vida, mesmo quando uma porta se fecha, há sempre uma janela aberta.

Excerto:
    “A avó Ermelinda sentia-se feliz pelo afecto que a sua neta tinha pelo Dr. Inácio. Era aquele pai que infelizmente, por circunstâncias da vida, não teve.
    O dia de atendimento médico era às segundas e sextas-feiras, e Luciana esperava ansiosa pela sexta-feira, em que por acaso não tinha aulas de tarde, para se encontrar com o Dr.Inácio.”
    Eu escolhi este excerto da obra, porque nestes dois parágrafos, podemos na analisar o amor que a avó tinha por Luciana e que se lamentava da vida por ela não ter tido um pai. Consegue-se perceber também a importância que Luciana dava ao doutor, esperando ansiosamente as sextas-feiras.

Comentário à obra:
    Gostei muito desta obra. É um escritor que conheço, tive curiosidade em lê-lo. É um livro triste, com tudo o que acontece à Luciana. É uma infância dura, sem dúvida alguma, mas aprecio muito a coragem que Luciana teve para ultrapassar todos estes obstáculos que a vida lhe propôs.
Nome aluno/a: Luís Augusto Barreiro Lima nº21 
Data: Sexta-feira, 16 de Março de 2011

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